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Mais do que salário: o que define uma boa experiência profissional hoje?

Se sua empresa ainda não considera as expectativas dos talentos sobre a experiência profissional, pode estar perdendo oportunidades importantes. Afinal, compreender essas necessidades ajuda a construir relações de trabalho mais duradouras.

O Dia Mundial do Trabalho Decente é celebrado em 7 de outubro. Por isso, convidamos o RH a refletir: o que define uma boa jornada profissional hoje? A resposta vai muito além do salário.

Neste artigo, você vai entender:

  • O novo significado de trabalho decente no contexto atual;
  • Por que a remuneração não é mais o único fator decisivo;
  • Como a experiência do colaborador impacta a atração e retenção de talentos.

Boa leitura!

O que significa trabalho decente?

Formalizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 1999, o conceito de trabalho decente é definido como aquele adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade, equidade e segurança, e capaz de garantir uma vida digna.

Ou seja: por definição, trabalhar com dignidade vai muito além de receber um salário no fim do mês. Envolve também ter seus direitos respeitados e contar com condições seguras e justas para desempenhar suas atividades.

É justamente nesse ponto que o conceito se conecta à discussão recente sobre experiência profissional e àquilo que as pessoas colaboradoras priorizam ao tomar decisões sobre suas carreiras.

Afinal, embora os pilares definidos pela OIT já deixassem claro que a remuneração não é a única coisa que importa, a dinâmica atual do mercado de trabalho exige ampliar essa definição e considerar também as novas expectativas dos talentos.

O que molda uma experiência profissional positiva nos dias de hoje?

À medida que o mercado de trabalho muda, com novas gerações, formatos de contratação e prioridades sociais, o entendimento sobre o que é um trabalho digno também se transforma.

Dito isso, aqui estão os principais fatores que definem uma boa experiência profissional atualmente:

Desenvolvimento e oportunidades de crescimento

Ter um trabalho que ofereça perspectivas de evolução é cada vez mais importante para quem busca construir uma trajetória profissional sólida.

Mas, atenção: isso envolve não apenas promoções ou aumentos salariais, mas também acesso a novos desafios, aprendizado contínuo, feedbacks e oportunidades para desenvolver competências.

Quando um talento entende que pode aprender, assumir novas responsabilidades e construir seu caminho dentro da organização, ele tende a encontrar mais sentido e perspectiva no trabalho.

Respeito e relações saudáveis

Recentemente, um estudo mostrou que mais de 50% dos trabalhadores já pediram demissão devido a comportamentos antiéticos, críticas excessivas e expectativas irreais impostas por seus chefes. 

Esse dado é uma pequena amostra do quanto a maneira como as pessoas são tratadas importa. E isso envolve bem mais do que evitar situações tóxicas: trata-se de construir um ambiente em que elas se sintam valorizadas, ouvidas e pertencentes.

Segurança e bem-estar

O tópico anterior conversa diretamente com este. Afinal, as relações que se estabelecem no ambiente de trabalho também influenciam a sensação de segurança e bem-estar dos profissionais.

Mas esse aspecto vai além das relações interpessoais. Ter um trabalho digno também significa contar com condições adequadas e seguras para exercer as atividades, além de uma rotina que não comprometa a saúde e a qualidade de vida.

Nesse sentido, falar em bem-estar no trabalho envolve olhar para fatores como carga de trabalho, estrutura, suporte das lideranças e condições para realizar as atividades de forma sustentável.

Flexibilidade e equilíbrio

Outro aspecto que ganhou espaço na discussão sobre uma boa experiência profissional é a possibilidade de conciliar carreira e vida pessoal. 

Segundo o relatório Workmonitor 2025, por exemplo, 83% das pessoas listam esse equilíbrio como uma prioridade, enquanto o salário aparece em terceiro lugar, com 82%.

Vale destacar que essa busca pode ser atendida de diferentes formas na dinâmica corporativa, como por meio de modelos de trabalho híbridos ou remotos, horários mais adaptáveis e maior autonomia na organização da rotina.

Propósito e identificação

Por fim, existe uma dimensão mais subjetiva da experiência profissional: a percepção de que o trabalho realizado tem significado. 

De modo geral, ter clareza sobre o impacto das próprias atividades, identificar-se com os valores da organização e perceber coerência entre o discurso e as práticas da empresa também influencia a jornada da pessoa colaboradora. 

Isso não significa esperar que todo mundo encontre uma grande missão em sua ocupação. Trata-se, antes, de reconhecer que a satisfação profissional também pode estar relacionada ao sentimento de contribuir para algo maior.

Qual o papel desses elementos na atração, engajamento e retenção?

Todos os fatores discutidos até aqui se conectam aos principais indicadores de RH. Afinal, empresas que investem neles criam condições mais favoráveis para:

  • Atrair talentos, ao oferecer uma proposta de valor que considera diferentes aspectos, e não apenas a remuneração;
  • Engajar profissionais, ao proporcionar um ambiente em que exista espaço para crescimento, respeito, equilíbrio e identificação com o trabalho;
  • Reter pessoas colaboradoras, ao construir uma relação coerente e positiva ao longo de toda a jornada.

Isso acontece principalmente quando a experiência profissional deixa de ser um discurso institucional e passa a ser vivida na prática, todos os dias, nas pequenas interações que compõem a rotina de trabalho. 

Não por acaso, investir nesse olhar mais amplo é, hoje, uma das formas mais eficazes de construir organizações mais humanas e, também, mais competitivas!

Considerações finais

No fim das contas, entender o que define uma boa experiência profissional é reconhecer que trabalho decente se constrói no cotidiano – nas escolhas de gestão, na forma como as pessoas são tratadas e no espaço que cada uma tem para crescer e ser quem é.

Não existe uma fórmula única nem um checklist pronto para isso. O que existe é um convite constante para que o RH escute, observe e ajuste suas práticas de acordo com o que realmente importa para quem faz parte da organização.

Gostou da reflexão? Continue explorando o nosso blog e confira outros conteúdos que podem ajudar sua empresa a criar condições de trabalho cada vez mais alinhadas às expectativas dos talentos!

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