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Alinhamento entre RH e liderança: a base de contratações bem-sucedidas

Se a sua empresa sente que precisa melhorar a qualidade das contratações, talvez o problema esteja surgindo bem antes da divulgação da vaga. Em muitos casos, a causa está na falta de alinhamento entre RH e liderança.

Uma conversa clara entre o recrutador e o gestor da área é um dos pontos que define se o processo seletivo vai atrair os profissionais certos ou apenas preencher uma posição às pressas.

Neste artigo, você vai entender:

  • Como esse alinhamento impacta a qualidade das contratações;
  • Quais informações precisam ser definidas previamente;
  • Os prejuízos causados pela falta de comunicação entre gestores e RH.

Boa leitura!

Por que o recrutamento começa antes da divulgação da vaga?

É comum imaginar que um processo seletivo tem início quando a vaga é publicada. Mas, para que o resultado final dessa jornada seja positivo, RH e liderança precisam realizar um trabalho prévio de alinhamento.

Sim, estamos falando sobre o alinhamento entre o RH e a liderança.

Quando o gestor da área e o time de recrutamento se sentam para alinhar expectativas, eles conseguem transformar uma necessidade muitas vezes genérica em um perfil concreto, com critérios objetivos de avaliação.

Sem essa conversa prévia, por outro lado, o RH corre o risco de operar no escuro, comprometendo todas as etapas posteriores: triagem, entrevistas, testes e, por fim, a aprovação da pessoa candidata.

Impactos da falta de alinhamento na qualidade das contratações

A falta de sintonia entre a visão do RH e a do gestor durante um processo de contratação gera consequências diretas para toda a organização.

Veja, a seguir, alguns dos prejuízos que esse desalinhamento pode gerar:

Retrabalho e prazos mais longos

Sem critérios claros definidos com antecedência, o gestor pode rejeitar pessoas candidatas que o RH considera adequadas.

Isso faz com que a equipe de R&S precise recomeçar as buscas, reabrir etapas e refazer entrevistas, alongando o tempo total do processo.

Experiência ruim para pessoas candidatas

Mudanças frequentes de critérios, demora nos retornos e entrevistas desalinhadas passam uma imagem de desorganização.

Além de prejudicar a experiência, impactando negativamente a reputação da empresa enquanto empregadora, isso também pode afastar profissionais qualificados que estão participando de outros processos seletivos simultaneamente. 

Contratações que não performam

O impacto mais grave aparece depois da contratação: pessoas colaboradoras que não atendem às expectativas, não por falta de competência, mas porque foram avaliadas sem os critérios certos.

É por isso que, em última instância, esse desalinhamento gera turnover precoce, custos elevados de substituição e desgaste para o time que precisa se reorganizar novamente.

Quais aspectos devem ser alinhados antes da abertura da vaga?

Para evitar os problemas acima, o alinhamento entre RH e liderança deve ir além da descrição do cargo. 

Quanto mais detalhadamente RH e liderança compartilharem as informações, maiores serão as chances de encontrar profissionais realmente aderentes à necessidade da empresa.

Aqui está o que não pode ficar de fora desse bate-papo:

Competências técnicas necessárias

O primeiro passo é definir com precisão quais conhecimentos e habilidades técnicas são indispensáveis para a posição, quais são desejáveis e quais a empresa pode desenvolver após a contratação.

Essa distinção evita dois erros comuns: exigir demais, o que reduz o número de pessoas candidatas qualificadas, ou exigir de menos, o que gera frustração posterior quando a pessoa contratada não consegue entregar o esperado.

Competências comportamentais e fit cultural

Além do domínio técnico, é essencial alinhar que tipo de perfil comportamental combina com o time e com os desafios do momento. 

Afinal, uma pessoa com excelente histórico técnico pode não se adaptar a um ambiente de alta autonomia ou pode não ter o perfil de comunicação necessário para lidar com áreas internas exigentes. 

Entendimento do contexto da área e dos desafios da posição

Toda vaga nasce de um contexto: uma expansão, a saída de alguém, um novo projeto, uma mudança de estratégia. 

Entender esse cenário ajuda o RH a comunicar a oportunidade de forma mais precisa às pessoas candidatas e a avaliar, durante as entrevistas, se a pessoa realmente entende (e topa) o desafio.

Para isso, o RH pode conduzir uma conversa consultiva com o gestor, buscando responder perguntas como:

  • Qual é o principal problema que essa pessoa precisará resolver nos primeiros 90 dias?
  • Quais são as metas diretas associadas a esse papel?
  • A vaga exige lidar com prazos curtos ou gestão de conflitos frequente?
  • Como é a dinâmica da equipe e o seu estilo de liderança?

Entender essas variáveis ajuda RH e liderança a criar perguntas comportamentais e testes práticos mais alinhados à realidade da empresa.

Como uma atuação consultiva do RH gera processos mais eficientes?

Em vez de simplesmente receber uma solicitação de vaga e sair em busca de talentos, o RH consultivo faz perguntas, questiona premissas e ajuda o gestor a refletir sobre o que ele realmente precisa.

Esse tipo de atuação exige proximidade com o negócio e conhecimento profundo sobre os desafios de cada área, mas é justamente isso que transforma o recrutamento de pessoas em uma ferramenta estratégica.

Reuniões de briefing estruturadas, formulários de abertura de vagas bem elaborados e conversas periódicas entre RH e lideranças são exemplos práticos de como formalizar esse alinhamento.

O objetivo não é criar mais etapas, mas garantir que RH e liderança deem a devida atenção à etapa mais importante: entender o que realmente precisam antes de iniciar a busca.

Em geral, empresas que investem nesse tipo de parceria colhem inúmeros benefícios, tais como:

  • Redução do retrabalho e das mudanças de escopo;
  • Processos de recrutamento mais ágeis e organizados;
  • Melhor aproveitamento do tempo de recrutadores e gestores;
  • Avaliações mais consistentes e baseadas em critérios objetivos;
  • Melhoria na experiência das pessoas candidatas;
  • Redução do tempo para preenchimento das vagas;
  • Diminuição do turnover causado por contratações equivocadas;
  • Construção de equipes de alta performance.

No fim das contas, contratações bem-sucedidas não são fruto de sorte ou de agilidade isolada, mas de um planejamento cuidadoso feito muito antes de a vaga existir.

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